Escolas
A cultura chega às salas de aula com atividades pensadas para refletir sobre a própria identidade.
Argentina 2026
1988 — 2026
“Os homens do mundo cantam e dançam pela paz.”
Desde 1988
Desde sua primeira edição, o Festival se propôs a ser “outro conceito em festivais”: não apenas música, canções e danças, mas uma ferramenta para trabalhar pela confraternização entre os povos através do patrimônio cultural imaterial e material, e da diversidade de tradições que cada delegação traz consigo.
A cultura chega às salas de aula com atividades pensadas para refletir sobre a própria identidade.
Sem palco nem ingresso: a cultura é compartilhada ao ar livre, sem barreiras de idioma, sociais ou religiosas.
Cada delegação traz um patrimônio cultural imaterial: música, dança e saberes transmitidos de geração em geração.
Cada edição planta, de forma simbólica, uma árvore para firmar suas raízes: a Árvore da Amizade entre os povos.
Uma cerimônia litúrgica sela, em cada edição, o anseio de paz por um mundo melhor.
Nada disso seria possível sem as dezenas de voluntários que sustentam cada edição do Festival.
O Festival em números
Dados correspondentes ao registro histórico disponível.
1988 – 1998
Quando Santa Fe começou a olhar para o mundo
Em 1988 nasceu em Santa Fe o Festival Internacional de Folclore, sob uma ideia que o distinguiu desde o início: “os homens do mundo cantam e dançam pela paz”. Não se tratava apenas de música e dança, mas de um encontro entre culturas que colocava no centro o patrimônio cultural imaterial. Nessas primeiras edições chegaram delegações da Lituânia, do Brasil, do Chile, da Rússia, do Panamá e da Venezuela, entre outros países, que compartilharam suas tradições em galas, desfiles de rua e cerimônias institucionais. O jornal El Litoral registrou em 1996 aquela primeira década sob um título que resume seu espírito: “os homens do mundo cantaram e dançaram em nossa região”. Assim se consolidou, edição após edição, “outro conceito em festivais”.
2001 – 2010
O Festival ganha palcos próprios
Com o novo século, o Festival ganhou continuidade e uma presença institucional cada vez mais definida. Em 2001, delegações da Alemanha, República Tcheca, Chile, Portugal e Paraguai se somaram à Argentina no Predio Ferial Municipal. Já em 2010, no âmbito do Bicentenário da Pátria Americana, o Festival reuniu Brasil, Colômbia, México, Paraguai e Venezuela junto com a Argentina, com dois palcos que se tornaram emblemáticos: o Teatro Municipal “1° de Mayo” e o Patio Catedral, cenário escolhido para o encerramento. Cada edição somava delegações, públicos e uma identidade institucional cada vez mais consolidada.
2014 – 2018
A cultura compartilhada além do palco
A partir de 2014, o Festival aprofundou sua vocação de encontro para além do palco. Delegações da Colômbia, do Equador, do Panamá e da França animaram a Avenida Costanera e a Calle San Martín, enquanto a Basílica de Guadalupe recebeu uma Missa pela Paz que colocou em cena, de forma litúrgica, o sentido mais profundo do Festival: a confraternização entre os povos. Em 2016 e 2018 somaram-se delegações da Eslovênia, Espanha, México, Paraguai, Chile, Peru e Polônia, com novas apresentações artísticas e atividades em espaços públicos. O Festival já não acontecia somente em uma gala: acontecia nas ruas, nas praças e nos templos de Santa Fe, onde o público se encontrava com as culturas do mundo sem precisar de um ingresso.
2023 – 2026
Da Eslováquia ao mundo que chega em 2026
Em 2023, o Festival voltou a reunir o mundo em Santa Fe com delegações da Bolívia, dos Camarões, da Costa Rica e da Eslováquia junto com a Argentina, em uma nova gala que se encerrou com a saudação final de todos os grupos em cena. Essa mesma vocação de encontro é a que hoje, em 2026, recebe novas delegações do Brasil, da Colômbia e do México junto com a Companhia Argentina de Danças. Cada edição soma um capítulo a uma história que começou em 1988 e que continua sendo escrita, gala após gala, cidade após cidade.
Arquivo do Festival
Doze capas oficiais, de 1988 a 2023, contam a história do Festival edição por edição.
Fora do palco
A história do Festival não acontece somente em cima de um palco. Acontece nas escolas, quando a cultura chega com uma proposta de identidade; nas ruas e praças, onde é compartilhada sem barreiras de idioma, sociais ou religiosas; e em cerimônias que selam, edição após edição, um mesmo anseio de paz. Entre esses gestos simbólicos está o plantio da Árvore da Amizade, uma atividade presente em diferentes edições do Festival, que firma, de forma simbólica, as raízes desse encontro entre povos. Tudo isso é possível graças a dezenas de voluntários que traduzem, cozinham, guiam e sustentam cada detalhe nos bastidores.
Itinerância e hospitalidade
As delegações que chegam a Santa Fe não sobem apenas a um palco: percorrem diferentes cidades e localidades de Córdoba, Entre Ríos e Santa Fe. Melincué, Brinkmann, Carlos Pellegrini e Crespo, além da própria cidade de Santa Fe, fizeram parte desse roteiro e, para muitos visitantes, deixaram de ser apenas nomes para se tornarem lugares onde fizeram amigos, muitas vezes hospedados em casas de famílias locais. Essa itinerância é, segundo o próprio Festival, uma forma de mostrar “outra imagem do país” e de compartilhar uma cultura que, vivida dentro de uma comunidade, ganha outra dimensão.

Nos bastidores
Por trás de cada gala, cada desfile e cada cerimônia sempre existiu uma rede de voluntários que tornou o encontro possível: cozinheiros improvisados para as refeições, tradutores para quem não compartilhava o idioma, guias para as atividades, responsáveis por um orçamento sempre limitado, locutores e motoristas. Nenhum deles subiu ao palco, mas sem seu trabalho silencioso o Festival não teria sido possível em nenhuma de suas edições. Esta é também, e sobretudo, a história de quem esteve por trás.
2026
De 1988 a 2026, o Festival Internacional de Folclore manteve uma mesma vocação: reunir culturas do mundo em Santa Fe para cantar e dançar pela paz. Cada edição somou países, cidades e pessoas a essa história compartilhada. Argentina 2026 é seu capítulo mais recente — e o convite continua sendo o mesmo.
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